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Cirurgia Ortognática – Placas Personalizadas

Os procedimentos de reposicionamento ósseo maxilofacial visando resultados funcionais e estéticos estão entre as técnicas cirúrgicas contemporâneas mais frequentemente realizadas. No entanto, trata-se de um procedimento complexo que exige um alto nível de especialização do cirurgião com uma extensa curva de aprendizado, especialmente porque as placas convencionais são feitas de titânio e/ou suas ligas, e a adaptação da placa é moldada sobre a anatomia do paciente e na posição planejada durante o processo cirúrgico. 

Cirurgiões experientes levam em média 5,19 minutos para dobrar uma placa e, geralmente, são necessárias pelo menos duas placas para obter uma fixação segura nas mandíbulas superior e inferior. O tempo necessário para dobrar as placas é precioso, pois isso se traduz no gasto de recursos como anestésicos e na exposição do paciente a uma situação vulnerável. Além das despesas com recursos e da vulnerabilidade do paciente, dobrar a placa também gera tensões residuais no sistema, o que pode levar a uma futura fratura (falha) da placa, o que leva à necessidade de remover a placa (4,8% das placas são removido dos pacientes) e a outro processo cirúrgico necessário para substituir a placa quebrada.

Atualmente, muitas tecnologias foram desenvolvidas para auxiliar o cirurgião a obter o melhor resultado possível, como a utilização do Planejamento Cirúrgico Virtual (VSP),  dispositivos auxiliares de osteotomia e splints cirúrgicos. Os splints são dispositivos moldados, não implantáveis e baseados na posição da arcada para reposicionar uma mandíbula em relação à outra durante procedimentos tradicionais. Os dispositivos auxiliares de osteotomia são projetados para ajudar o cirurgião a transferir as osteotomias planejadas do PCV para o paciente real e apesar de realmente terem realmente melhorado a precisão e os resultados das cirurgias ortognáticas, elas apresentam limitações.

O problema dos splints ortognáticos começa com o material, que às vezes não é rígido, pode ser deformado durante a cirurgia, afetando a precisão do reposicionamento ósseo,  não sendo incomum a falta de referências anatômicas confiáveis e a falta de informações sobre a configuração 3D da linha média facial esquelética ou da articulação temporomandibular. Para transpor os problemas atuais com splints ortognáticos e placas convencionais para fixação óssea, conta-se com o auxílio de placas de titânio personalizadas especificamente para cada paciente com a tecnologia de impressão 3D. Essas placas já são fabricadas em sua posição final: não há perda de tempo trans-operatório nem da eficácia mecânica. Dessa forma, placas de titânio impressas têm sido amplamente utilizados em procedimentos cirúrgicos, uma vez que apresentam características desejáveis, como biocompatibilidade e rigidez, prevenindo efeitos adversos e garantindo confiabilidade e acurácia no trans-operatório e satisfação no pós-operatório. 

 As vantagens das placas de titânio personalizadas são múltiplas e a maioria delas supera as limitações observadas nos splints ortognáticos. As placas de fixação personalizadas podem ser projetadas e impressas de acordo com a estrutura óssea do paciente, o que significa que elas não serão tão volumosas quanto as convencionais. Como o titânio é um material rígido, ele não sofrerá deformação, aumentando a precisão do processo de transferência do planejamento pré-operatório virtual para o paciente e, o mais importante, as placas de titânio personalizadas não exigirão tempo de flexão da placa, fixação intermaxilar ou manipulação do fio para o posicionamento maxilar. Por fim, como não há exposição das placas a um processo de flexão, não há tensão residual que possa levar à falha pós-operatória da placa. 

As placas ortognáticas personalizadas são uma alternativa eficiente e moderna às tecnologias anteriormente utilizadas!

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